quinta-feira, 12 de agosto de 2010

Mr. President

Aaaaaaaa entendi como se faz uma boa campanha política!
Primeiro convoca a imprensa pra te filmar.
Depois vai andar de metrô para falar sobre a importância de um transporte público de qualidade.
Aí você beija alguns moleques na rua e faz um discurso de duas frases sobre o direito da criança e do adolescente.
Também tem que visitar uma escola bem pobrinha e falar sobre uma grande e necessária reforma na educação.
Não dá pra esquecer de ir conversar com pacientes em algum PS bem lotado e bradar pela melhoria da saúde pública.
E claro, ir no Jornal Nacional, sorrir e falar como seu papa e sua mamã ficariam orgulhosos de te ver na TV.

Fofo!

terça-feira, 10 de agosto de 2010

I promise

quinta-feira, 22 de julho de 2010

As fotos não foram todas postadas. As contas não se pagaram sozinhas. O clima em Brasília continua seco - o que facilita lavar a quantidade roupas sujas que ainda estão nas malas. Já planejo minha saída estratégica pela direita - o que, em um primeiro momento, significava cruzar mais uma vez oceano. Tudo pra fugir daqui e da saudade que nem sei mais por quem bate, se ela existe ou o que significa.

segunda-feira, 19 de julho de 2010

Mau humor pós-copa

Voltei para o Brasil. Mais uma vez via Paris. E nem adianta ficar com invejinha. Aeroporto é um não-lugar. Um shopping sem muitas lojas e péssimas lanchonetes, em qualquer lugar do mundo. Depois de nem sei mais quantos dias e noites de trabalho estou neste momento nauseada. Depois da gripe, do medo, do stress, das insanidades alheias e próprias, mal entendidos, jantares, presidentes e ministros, uma penca de gente importante - não existe lugar com mais gente importate como no Brasil - administrar egos ou ser rude com quem merecia, acho que o saldo foi positivo.

Não fui para a África para ver a Copa. Não gosto de futebol. Não entendo nada disso e acho o Blatter um babaca. Pelo menos ele foi muito vaiado na final do mundial. Não sei se falaram isso na TV, mas eu estava lá, fui testemunha.

sexta-feira, 11 de junho de 2010

Vivavuvuzela

O voo de Paris para Joanesburgo parecia um pub. Quase ninguém dormui, incluindo eu mesma. Escoceses, mexicanos, americanos, ingleses, venezuelanos, uma penca de machos, em sua maioria, com uma só meta: Copa do Mundo. Os comissários rebolaram pedindo o tempo todo para que todos se sentassem quando o avião dava seus solavancos. Cerveja, vinho, gente vendendo ingresso e passageiros passando pelo avião com cartazes do tipo Compro ingresso pro jogo Africa do Sul x México. Comecei ali a entrar no clima da Copa. A ficha caiu.

Cheguei às 7h da manhã e as vuvuzelas com seu barulho de mosca varejeira já gritavam dentro do aeroporto lotado. Alguma confusão para conseguir um transporte, que rachei com outras duas pessoas. A cidade e os carros enfeitados, muitos sorrisos e, claro, vuvuzelas. Não precisa ter jogo, basta ter uma em mãos e pronto. Fora os fogos.

Cheguei bêbada de cansaço mas tinha que trabalhar e não podia dormir. Precisava tentar entrar no fuso, 5 horas a mais. Tomei café o dia todo. Tanto que agora são 22h30 e não consigo pregar o olho...

A primeira impressão foi ótima. Simpatia pra todo lado e sim, eles dançam no meio da rua, no supermercado, no restaurante onde trabalham. Sorrisos e mais sorrisos. Choquei!!! Não deve ser assim sempre, mas agora está assim.

Mas trabalho é trabalho. Sem conseguir raciocinar direito, alguns emails, reunião e sorrisos pra quem não merecia. Assisti à abertura da Copa pela TV em um restaurante grego (!). Não foi escolha minha, claro. Lá conferi: os brancos comem e os negros servem. Me deu mal estar. E todos os garçons com um olho na bandeja outro na TV.

Também fui a um supermercado comprar um celular - longa história - e lá um grupo de mulheres começaram a cantar e dançar para um grupo de mexicanos como quem rogasse uma praga, claro que com muito humor, mais sorrisos e mais dança. E pessoas vuvuzelando. O barulho é tanto que ou eu já fiquei surda ou já acostumei, por que não pára e me dou conta disso só às vezes.

Tô feliz! Mas preciso dormir! Reunião às 9h30!

quinta-feira, 10 de junho de 2010

E começou a jornada. Saí de Brasília às 11h50 da manhã. Muitos telefonemas e mensagens de amigos desejando sorte e mais pedidos de encomendas, cada vez mais difíceis - tipo autógrafo pra filha do Kaká, do Pelé pro filho... Tomei um chá de cadeira em Garulhos, o embarque para Paris estava marcado para 19h10.

Na janelinha, como gosto, sentei ao lado de uma moça de Governador Valadares que me contou sua saga por 5 cidades mexicanas para chegar nos EUA, onde trabalhou de faxineira por 3 anos. Agora estava indo para Dublin visitar a irmã... Era boazinha até. Mas eu estava concentrada em dormir e o fiz.

Acordei para jantar fricassê de frango, arroz com milho, pudim doce de doer e uma garrafinha de vinho tinto que valeu por 3. Assisti a um filme estranho sobre um cara que inventou a mentira... Eu até gostei mas meu nível etílico não garantia minha capacidade de dissernimento. Percebi que não ia voltar a dormir. Um dramin e voilà! Acordei para o café da manhã, faltando apenas 1h30 para o pouso.

Depois de me perder dentro do aeroporto, pedir informações com um mix sinistro de inglês e francês, consegui sair e peguei um táxi para o hotel onde me encontro agora. Dia chuvoso e frio. Com a graça de Maria Padilha, o taxista falava inglês e era engraçado. Tirando meia dúzia, sempre tive sorte no quesito "quero ser bem tratada pelos taxistas". E São Paulo e Paris estão na minha lista negra.

Concentração para mais 12 horas de viagem até Joanesburgo. Chego lá às 6h da matina e ontem me deram a boa notícia de que vou ter que me virar para chegar até o hotel. Cancelaram o transporte que até então estava garantido... e com todos os milhões de boatos que ouvi sobre a África do Sul, estou realmente com medo. Ai!

quinta-feira, 27 de maio de 2010

Concentração - Parte I

Preparação para pegar um frio de 4ºC. Segunda pele - tipo uma blusinha feita de um tecido bem fininho e nada sexy. Aquele casaco que só usei em Londres e está guardado em algum lugar, e que segura só a onda de Outono. Nada que três casaquinhos por baixo, mais uma blusinha e a tal segunda pele não resolvam. Conseguindo andar com tudo isso, tô no lucro!

Passar na Anvisa - só serve do aeroporto - para pegar o cartão interncaional de vacina. Febre amarela e H1N1 em dia.

Dieta pra Copa: tem que ter uma meta sempre que começar uma dieta. Penso nela todo dia, mas não faço nada. E só penso na possibilidade de comer antílope.

Além de pensar na mala, resolver o que levar na mala de mão, já que dizem que 80% das bagagens são roubadas/extraviadas nos aeroportos da África do Sul - calcinhas garantidas!

Meu celular vai virar central de atendimento aos jornalistas. Com a conta devo ganhar bônus para comprar 20 iPhones. Ficaram de me arrumar um número lá, mas o material para imprensa já foi despachado pro outro continente... com o MEU telefone!

Encomendas: bola da Copa, camisa da Copa, qualquer coisa da Copa, objetos de decoração africanos, fora os uísques. Ah, claro, as minhas comprinhas. Muito provável que casacos entrem na lista e depois residirão em algum buraco negro do meu armário.